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IPI Recomeçar

Escute o Filho

  • Foto do escritor: Jonathan Pessoa
    Jonathan Pessoa
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura


No capítulo 17 do Evangelho de Mateus, somos conduzidos a um dos momentos mais luminosos da vida de Jesus: a Transfiguração. O episódio acontece logo depois de Ele anunciar a própria Paixão. O caminho começava a se tornar exigente, marcado pela perspectiva do sofrimento e da cruz. É nesse contexto que Jesus toma consigo Pedro, Tiago e João e sobe a um alto monte. Ele não sobe para fugir da realidade, mas para revelar um sentido mais profundo dela.


No monte, algo extraordinário acontece: o rosto de Jesus brilha como o sol, e suas vestes tornam-se brancas como a luz. Não se trata de uma luz exterior, mas da manifestação da glória que sempre esteve presente nele. 


A Transfiguração nos recorda que o Cristo que caminha para a cruz é o mesmo Filho amado do Pai, cheio de esplendor e vida. A dor que se aproxima não anula sua identidade; ao contrário, será o caminho pelo qual essa glória se revelará plenamente.


A presença de Moisés e Elias confirma que toda a Lei e os Profetas convergem para Jesus. Contudo, no momento culminante, a voz do Pai ecoa da nuvem luminosa: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo; ouvi-o.” No centro da experiência está um chamado claro: escutar o Filho. Em meio a tantas vozes que disputam nossa atenção — medos, inseguranças, opiniões, ruídos do mundo — a orientação do Pai permanece atual. A vida cristã começa pela escuta. Escutar Jesus é confiar, obedecer, permanecer firmes mesmo quando não compreendemos plenamente o caminho.


Diante da beleza daquela visão, Pedro deseja prolongar o momento: “Senhor, é bom estarmos aqui.” Ele quer armar tendas, fixar-se na consolação. Quem já experimentou um momento intenso de graça entende esse impulso. Entretanto, o monte não é morada definitiva. A experiência da luz é preparação para a descida. A fé não se constrói apenas em momentos extraordinários, mas na fidelidade cotidiana que segue depois deles.


Quando a nuvem envolve os discípulos, eles caem com o rosto em terra, cheios de temor. Então Jesus se aproxima, toca-os e diz: “Levantai-vos, não tenhais medo.” O mesmo Senhor cuja glória resplandece é aquele que se inclina com ternura e nos levanta. A experiência verdadeira de Deus não nos paralisa; ela nos fortalece. Não nos humilha; nos ergue. Não nos afasta da missão; nos envia novamente ao caminho.


Ao final, os discípulos não veem mais ninguém, “senão Jesus”. Moisés e Elias desaparecem. Fica apenas Ele. Essa é a grande síntese da Transfiguração: no fim, permanece Cristo. As emoções passam, as experiências intensas passam, mas a pessoa de Jesus permanece como fundamento seguro da fé.


A Transfiguração, portanto, é uma promessa silenciosa: a cruz não terá a última palavra. A glória está escondida no caminho da entrega. Quando a vida parecer marcada pela sombra, recordemos o monte da luz. Quando estivermos prostrados pelo medo, escutemos novamente a voz do Senhor: “Levantai-vos. Não tenhais medo.” E, acima de tudo, deixemo-nos conduzir pela orientação do Pai: ouvir o Filho amado!


LITURGIA PARA O CULTO

Domingo da Transfiguração do Senhor

Êxodo 24.12-18; Salmo 2 ou Salmo 99; 2 Pedro 1.16-21; Mateus 17.1-9.


LITURGIA DE ENTRADA

  • Saudação;

  • Chamada à adoração: 

    • Dirigente: “Reina o Senhor; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra”

    • Congregação: “Exaltai ao Senhor, nosso Deus, e prostrai-vos ante o escabelo de seus pés, porque ele é santo”;

    • Todos: “Exaltai ao Senhor, nosso Deus, e prostrai-vos ante o seu santo monte, porque santo é o Senhor, nosso Deus (Salmo 99.1,5,9);

  • Cântico: “Adorai em majestade” (CTP1);

  • Oração de adoração;

  • Coral: “Nós te adoramos, Cristo”;

  • Cântico das crianças;

  • Chamada à confissão:

    • Dirigente: “Moisés e Arão, entre os seus sacerdotes, e, Samuel, entre os que lhe invocam o nome, clamavam ao Senhor, e ele os ouvia”

    • Congregação: “Falava-lhes na coluna de nuvem; eles guardavam os seus mandamentos e a lei que lhes tinha dado”;

    • Todos: “Tu lhes respondeste, ó Senhor, nosso Deus; foste para eles Deus perdoador, ainda que tomando vingança dos seus feitos” (Salmo 99.6-8);

  • Cântico: “A ti, Senhor, te pedimos” (CTP42);

  • Oração de confissão;

  • Declaração de perdão: “O Senhor é grande em Sião e sobremodo elevado acima de todos os povos. Celebrem eles o teu nome grande e tremendo, porque é santo” (Salmo 99.2-3).

  • Cântico comunitários;

  • Entrega dos dízimos e ofertas;


LITURGIA DA PALAVRA

  • Oração por iluminação;

  • Coral: “Espírito do Trino Deus”;

  • Proclamação da Palavra;

  • Coral: “Escudo e proteção”;


LITURGIA DE ENVIO

  • Agradecimentos e avisos;

  • Oração de intercessão;

  • Oração do Senhor;

  • Poslúdio;

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