A voz de Deus ou a voz do inimigo?
- Jonathan Pessoa

- há 1 dia
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Qual é a diferença entre a voz de Deus e a voz do inimigo? No Livro de Gênesis 3, não vemos apenas a queda da humanidade, mas um retrato espiritual que continua atual: o conflito entre duas vozes que disputam o coração humano.
A voz de Deus, antes da queda, era clara, suficiente e boa. Ele havia criado, abençoado e estabelecido limites para preservar a vida. Sua palavra não era restrição arbitrária, mas proteção amorosa. Deus fala a partir da verdade e do relacionamento. Sua voz gera segurança, identidade e propósito.
A serpente, porém, não começa com uma negação direta — ela começa com uma distorção sutil: “Foi assim que Deus disse?” O inimigo trabalha com a dúvida, exagera os limites (“não comereis de toda árvore?”) e insinua que Deus não é tão bom quanto parece. A estratégia é clara: questionar o caráter de Deus para enfraquecer a confiança na Sua palavra. Onde há desconfiança, a desobediência encontra espaço.
Perceba o contraste: Deus estabelece limites para proteger; a serpente apresenta os limites como privação. Deus oferece comunhão; a serpente promete autonomia. Deus fala com autoridade e amor; a serpente fala com astúcia e ambiguidade.
Depois da queda, surge outro contraste marcante. A voz do inimigo seduz antes do pecado, mas silencia depois. Já a voz de Deus continua chamando: “Onde estás?” Não é uma pergunta de condenação imediata, mas um chamado à responsabilidade e ao retorno. Mesmo em meio ao juízo, Deus anuncia promessa e esperança.
Hoje, essas vozes continuam ecoando. A voz de Deus nos conduz à verdade, mesmo quando confronta. Ela pode nos chamar ao arrependimento, mas sempre aponta para restauração. A voz do inimigo, por sua vez, ora minimiza o pecado (“não tem problema”), ora amplifica a culpa (“não há mais saída”), mantendo a pessoa presa na mentira.
Discernir essas vozes exige proximidade com a Palavra e sensibilidade ao Espírito. Quanto mais conhecemos o caráter de Deus, mais facilmente reconhecemos quando algo não reflete Sua verdade. A pergunta central permanece: em qual voz estamos fundamentando nossas decisões?
Que cultivemos um coração que reconheça a voz do Senhor — uma voz que corrige, mas também restaura; que confronta, mas também promete; que revela limites, mas sempre conduz à vida abundante.
LITURGIA PARA O CULTO
1º Domingo na Quaresma (Cor Litúrgica: Roxo)
Gênesis 2.15-17; 3.1-7; Salmo 32; Romanos 5.12-19; Mateus 4.1-11
LITURGIA DE ENTRADA
Saudação;
Chamada à adoração:
Dirigente: “Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração (Salmo 32.11);
Cântico: “Deus Eterno, te adoramos (CTP36b);
Oração de adoração;
Cântico das crianças;
Litania de confissão:
Leitura bíblica (Salmo 32.1-2);
Cântico (CTP 42 - 1ª estrofe e refrão);
Leitura bíblica (Gênesis 3.1-5);
Cântico (CTP 42 - 2ª estrofe e refrão);
Leitura bíblica (Romanos 5.12);
Cântico (CTP 42 - 3ª estrofe e refrão);
Oração silenciosa;
Oração de confissão de pecados;
Declaração de perdão: “Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Romanos 5.15).
Cântico comunitários;
LITURGIA DA PALAVRA
Oração por iluminação;
Cântico: “Buscai primeiro” (CTP136)
Proclamação da Palavra;
Cântico: “Achei um bom amigo (CTP113)
Entrega dos dízimos e ofertas;
LITURGIA DE ENVIO
Agradecimentos e avisos;
Oração de intercessão;
Oração do Senhor;
Poslúdio;




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